Whorkshop encerra mais uma etapa do Plano Municipal de Saneamento Basico de Goiânia

Plenária ocorre na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-Go), no Setor Universitário, e conta com a participação de representantes das secretarias municipais, engenheiros, especialistas em saneamento e ambientalistas

A  Agência de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos de Goiânia (ARG) realiza nesta quinta-feira, 9, mais uma reunião de trabalho visando debater e colher as últimas sugestões para o Plano Municipal de Saneamento Básico da Capital (PMSB). O encontro é coordenado pelo presidente da ARG, Paulo César Pereira, e conta com a participação de técnicos das diversas secretarias municipais, de engenheiros do Crea-Go, técnicos, ambientalistas e profissionais do Consórcio responsável pela elaboração do Plano.

O Plano Municipal de Saneamento Básico tem a finalidade de fornecer um diagnóstico de questões ligadas ao conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas em Goiânia, bem como seu impacto na vida da população, utilizando indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e apontando as causas das deficiências detectadas.

A elaboração do plano atende determinação da lei federal 11.445/2007 e visa fornecer diretrizes ao poder público e à população para o planejamento e a execução de ações referentes ao saneamento do município para os próximos 20 anos.

Paulo César Pereira lembra que o evento realizado hoje é apenas mais um entre tantos outros que já foram realizados para debater a elaboração do PMSB. Pereira cita, por exemplo, a realização de pré-conferências nas sete regiões administrativas da cidade, buscando o diálogo com a população e permitindo entender como a comunidade enxerga o saneamento básico da cidade, além de disponibilização de informações nos diversos canais digitais da Prefeitura de Goiânia.

“O encontro dessa manhã é mais uma oportunidade que os técnicos convidados têm de apresentar suas considerações sobre o que, nas suas avaliações, deve entrar no Plano de Saneamento Básico de Goiânia, pois estamos na reta final de elaboração desse proejto e a opinião dos especialistas é muito importante, sobretudo, para que possamos fechar o documento com a certeza de que ele, de fato, atende as reivindicações da população goianiense”, frisa.

Para Wilson Rocha, consultor do Consórcio Diefra Esse, empresa responsável pela elaboração do PMSB, o projeto desenvolvido pela Prefeitura de Goiânia muda paradigmas na prestação dos serviços de água e saneamento em Goiânia, hoje a cargo da Saneago, e vai permitir que o município fiscalize, mais efetivamente, a velocidade com que a concessionária vai responder às demandas da população de Goiânia.

“Umas das questões essencias que está no Plano de Saneamento Básico é definir quais são os investimentos que a Saneago terá que fazer nos próximos 20 anos para que não haja falta de água na Capital, definindo datas e valores a serem investidos. O PMSB prevê que sejam estabelecidas, pela concessionária, um plano estratégico de investimento e operacionalização de obras para que 100% da população seja contemplada com os serviços de água e esgotamento sanitário”, explica.

O passo seguinte, segundo Paulo César, é sistematizar o documento, levá-lo à aprovação do prefeito e convocar a primeira Conferência Municipal do Saneamento Básico, momento de dar publicidade ao plano e convocar a população para conhecer os eixos temáticos do projeto. De acordo com o presidente da ARG, uma vez validado pela Conferência, o documento automaticamente se harmoniza em forma de Projeto de Lei e então será enviado à Câmara para aprovação.

Cloves Reges, da Diretoria de Jornalismo

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