Prefeitura intensifica plantio de árvores no período chuvoso

A atual gestão já arborizou a capital goiana com 10 mil mudas de árvores e objetiva atingir 15 mil até o final de dezembro deste ano

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), está intensificando  o replantio de árvores neste período chuvoso. O objetivo é chegar a 15 mil mudas e continuar arborizando a Capital com o mínimo de impacto ambiental, em substituições às espécies consideradas inadequadas para o meio urbano.

No total, já foram repostas mais de 10 mil árvores desde janeiro de 2017 até setembro deste ano. A expectativa é de que mais cinco mil novas plantas façam parte da arborização goianiense, isso porque a ação de cultivo é maior no período chuvoso.

Consta nos registros da Comurg que em outubro, novembro e dezembro do ano passado a soma média foi de 3.500 unidades, período de maior ação. Esse número deve aumentar no mesmo período deste ano, pois, além de manter a ação de substituição por conta das quedas que ocorrem dos exemplares de espécies que não são adequadas às condições climáticas do bioma cerrado, a Comurg também faz doação de boa parte da produção.

Ações danosas como corte, mutilação e até envenenamento de árvores comprometem a qualidade de vida da cidade e pode render ao cidadão desde multa até ações criminais junto a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (DEMA). Em muitos casos, uma ação indiscriminada de poda pode adoecer a árvore, não restando alternativa a não ser extirpar. Nesse caso, a Comurg só entra com ação de extirpação depois da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) emitir o laudo técnico constatando a necessidade da medida adequada. “Estamos fazendo substituição também de algumas que estão condenadas por envelhecimento ou porque tiveram alguma intervenção de poda irregular”, afirma o presidente da Comurg, Aristóteles de Paula.

Os viveiros da Comurg produzem mais de sete mil unidades de árvores por mês, o que dá pra suprir bem a demanda. Para Aristóteles, a produção e o plantio são bem maiores que o número de retiradas, isso para manter o equilíbrio entre o paisagismo arbóreo da cidade e o arquitetônico. “A Prefeitura planta bem mais do que retira, isso melhora o visual da cidade e a qualidade do ar de quem mora na Capital”, afirma, citando que está ocorrendo troca gradual dos jamelões que causam acidentes devido aos frutos que caem nas ruas.

Além de produzir e arborizar, a Comurg também doa várias espécies para que sejam cultivadas em Goiânia. As solicitações podem ser feitas pessoalmente na sede do órgão, na Vila Aurora, com comprovante de endereço e documentos pessoais. O interessado recebe orientações de cultivo da espécie adequada e encaminhado ao viveiro do órgão para buscar as espécies.

Ainda sim, cabe reforçar que a árvore plantada na calçada também é responsabilidade do proprietário do imóvel fronteiriço. Por isso, caso verifique qualquer anomalia como fungos, furos, ferimentos ou outro fator de deterioração, o cidadão deve procurar a AMMA, munido de documentos pessoais e comprovante de endereço para que uma avaliação técnica seja realizada a fim de diagnosticar o exemplar.

Com as medidas de replantio, poda e extirpação programada, a Prefeitura de Goiânia trabalha para que a cidade continue no ranking das mais arborizadas do Brasil. Segundo censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital goiana tem 94 m² de área verde por habitante, sendo a mais verde do Brasil e a segunda no mundo.

Benefícios de uma cidade bem arborizada

·         Qualidade de vida;

·         Melhoria do ar que respiramos;

·         Estética e valorização imobiliária;

·         Redução do sol direto;

·         Conforto térmico;

·         Aumento da umidade relativa do ar;

·         Barreira acústica;

·         Preservação dos recursos hídricos e demais recursos naturais;

·         Filtragem do ar, diminuindo índices de poluição;

·         Atrativa a reprodução de animais (Ex. Anhuma, Tesourinha e Gavião Sovi).

Silvio Sous, da editoria de Urbanização.
Fotos: Luciano Magalhães Diniz

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