Prefeitura e Secima discutem o ReViva Goiânia

Objetivo do projeto que será enviado à Câmara Municipal nas próximas semanas é promover ações visando à revitalização das regiões do Centro e Campinas

Em reunião realizada nesta quarta-feira, 1º, o secretário municipal de Planejamento Urbano e Habitação, Henrique Alves, e técnicos da pasta apresentaram ao secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Hwaskar Fagundes, o projeto ReViva Goiânia, idealizado por técnicos da Prefeitura de Goiânia e que tem o objetivo de promover ações visando à revitalização das regiões do Centro e Campinas.

Englobando sete pontos principais, o ReViva Goiânia tem por objetivo revitalizar a região conhecida como Núcleo Pioneiro da Capital, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e que inicia-se na região da Praça do Botafogo, no Setor Leste Vila Nova, passando pela região Central, entre a Praça Cívica e Avenida Paranaíba, seguindo pelas avenidas Anhanguera e 24 de Outubro até a altura da Praça Coronel Joaquim Lúcio, em Campinas.

A primeira ação do projeto perpassa por um processo de despoluição visual das duas regiões e tem por objetivo promover a valorização da paisagem histórica do centro de Goiânia, estipulando regras para a implantação e utilização de identidades visuais e materiais de propaganda na região. ‘Goiânia é a segunda cidade do mundo em obras no estilo Art Déco. Esses espaços possuem traços de patrimônios da história e da memória da capital que não podem jamais ser esquecidos ou ficar, como estão atualmente, escondidos, e é por isso que queremos iniciar a revitalização do Centro com o reordenamento dos engenhos e limpeza das fachadas’, afirma Henrique Alves.

Outros pontos destacados apresentados pelo ReViva Goiânia é a concessão de benefícios para que o centro de Goiânia seja reocupado, seja residencial ou comercialmente. Pela proposta, a construção de novos edifícios residenciais, de edifícios garagens (verticais) e a revitalização e/ou adequação de prédios abandonados ou subutilizados destinados à moradia receberão benefícios tributários que vão desde desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a isenção do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). “Queremos que a região central da capital seja reocupada. Ao longo dos anos, moradores e empresas têm deixado a região e nós precisamos reverter esse quadro”, ressalta Henrique Alves.

A criação de Arranjos Produtivos Locais (APL’s) também é outro ponto tratado pelo projeto ReViva Goiânia. De acordo com estudos realizados pela Seplanh, essas APL’s seriam instaladas na região da 44 e Praça do Trabalhador, voltada para a área de confecção, e na região do Setor Coimbra, ao longo da Avenida Castelo Branco, e que englobariam as atividades de agronegócio. Os técnicos da Seplanh também estão realizando estudos sobre a instalação de uma outra APL, esta na região da Avenida 24 de outubro, entretanto, não definiu-se ainda qual área comercial seria englobada.

‘Acreditamos que a gestão estadual pode ser uma grande parceira na realização desses projetos que foram muito bem recebidos pelo secretário Hwaskar e pelos técnicos da Secima. Agora iniciaremos uma série de reuniões entre os técnicos das duas pastas para que juntos possamos construir um projeto que atenda aos anseios da população goianiense e garanta que o Centro e Campinas possam voltar novamente a ser um dos principais pontos turísticos da capital’, destacou Henrique Alves.

Todos esses temas do ReViva Goiânia já foram apresentados e discutidos durante a formatação do projeto de revisão do Plano Diretor de Goiânia, iniciado em 2017, e do Código Tributário Municipal, e serão encaminhados ao Poder Legislativo Municipal para apreciação nas próximas semanas.

Willian Assunção, da editoria de Planejamento Urbano e Habitação

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