Procon Goiânia constata aumento de 1,14% na cesta básica após greve dos caminhoneiros

Litro de leite foi o item que mais impactou a cesta básica

A paralisação dos caminhoneiros no mês de maio surtiu efeitos negativos no bolso do goianiense. Foi o que constatou a pesquisa divulgada hoje, 18, pelo Procon Goiânia, no preço médio da cesta básica no mês de junho em comparação ao mês de maio. De acordo com levantamento do setor de Pesquisa e Cálculo do órgão, a cesta básica subiu 1,14%, passando de R$ 346,49, em maio, para R$ 350,47 em junho.

Os dados mostram que o litro do leite tipo A , longa vida, foi o que mais impactou a cesta básica, sendo que no mês de maio era vendido com preços que variavam entre R$ 2,79 a R$ 3,39 e atualmente o mesmo produto, da mesma marca, é encontrado com preços que variam entre R$ 3,88 a R$ 4,49, variação de 39,07%.

Na carne de primeira também ocorreu impacto, onde a maior variação observada foi no quilo do patinho bovino. No mês de maio, os preços variavam entre R$ 15,89 a R$ 23,90 e hoje os preços são encontrados com variações entre R$ 17,99 a R$ 26,69. Uma variação de 13,22%.

Por outro lado, está mais barato comprar itens como a batata inglesa e margarina.
O primeiro item foi cotado no mês de maio entre R$ 2,95 a R$ 4,99. Já no mês de junho o preço ficou entre R$ 0,89 a R$ 3,99 (- 69,83%). Já a margarina que era encontrada com preços entre R$ 4,29 a R$ 5,29, atualmente é comercializada entre R$ 3,45 a R$ 5,49 (- 19,58%).

Segundo o superintendente do órgão, José Alício de Mesquita, o aumento ocorrido no preço do leite se deve a dois fatores: início da estiagem do mês de maio e a impossibilidade do transporte durante o período de paralisação dos caminhoneiros.
‘No auge da paralisação, produtores tiveram de jogar leite fora, pois não tinham como levar o produto até os fabricantes e sem receber a matéria-prima, as indústrias tiveram de reduzir a produção. Para agravar ainda mais o cenário, essa situação aconteceu bem no início da estiagem com menos pastagem para o rebanho’, conta.

Foram pesquisados 30 produtos em nove estabelecimentos, sendo que a primeira pesquisa ocorreu entre os dias 14 e 22 de maio e a segunda entre os dias 3 e 11 de julho.

Roberta Amorelli, da editoria de Defesa do Consumidor

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