Evento em Goiânia defende que ‘bater não é educar’

Profissionais de diferentes áreas se reuniram para debater situações de violências contra crianças e adolescentes. Assunto é responsabilidade da família, sociedade e do estado

Física, negligência, psicológica e sexual. Estas são algumas formas de violência que atingem meninos e meninas diariamente. O Núcleo de Vigilância às Violências e Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS),  Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e parceiros discutiram o tema na manhã desta terça-feira, 26. Evento reuniu profissionais de diferentes áreas que atuam na rede de atenção e proteção à crianças e adolescentes.

Com o tema ‘Lei Menino Bernardo – Pelo direito de crescer e se desenvolver livre de violências físicas e psicológicas’ o evento lembrou os quatro anos da promulgação da Lei 13.010/2014. O dispositivo legal estabelece como direito da criança e do adolescente serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante. O caso de Bernardo Boldrini causou comoção nacional em 2014, quando a criança foi morta em Três Passos, no Rio Grande do Sul.

Durante a abertura do evento realizada no auditório do MP-GO, a superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Flúvia Amorim, destacou a importância de iniciativas como essa para fortalecimento da rede que atende e protege crianças e adolescentes. ‘É um momento para entendermos a situação e produzirmos ações e políticas que sejam mais efetivas e que transformem a realidade’, defendeu. Já os representantes do MP-GO lembraram que o seminário é importante para realizar um balanço dos impactos da lei e que as responsabilidades devem ser compartilhadas entre família, sociedade e estado.

Profissionais e estudantes das áreas da saúde, educação, assistência social e jurídica lotaram o auditório para acompanhar as atividades. Além de uma programação cultural, durante o seminário foram apresentados os dados epidemiológicos referente a situação atual da mortalidade, internações e notificação de violências físicas contra crianças e adolescente no Brasil, Goiás e em Goiânia.

O Centro de Apoio Operacional (CAO) da Infância e Juventude do MP-GO, a Rede de Atenção à crianças, adolescentes, mulheres e idosos em situação de violência de Goiânia e a Rede ‘Não bata, eduque’ são alguns dos parceiros que apoiam o evento.
Pedro Ferreira, da editoria de Saúde

Foto: Divulgação MP-GO

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *