Prefeitura lança pesquisa para revitalizar regiões Central e de Campinas

Na página goianiadofuturo.blog a população poderá opinar sobre projetos que promovam a re-ocupação residencial e comercial

A partir desta segunda-feira, 25, a população poderá opinar sobre os projetos que estão sendo elaborados pela Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), para revitalização do Centro de Goiânia e da região comercial de Campinas. Além da pesquisa, disponível no site goianiadofuturo.blog, a população também poderá enviar sugestões sobre cada questão apresentada, que serão avaliadas pelos técnicos da pasta.

Intitulado ReViva Goiânia, o projeto engloba uma série de ações que vão da limpeza das fachadas, com o ordenamento dos engenhos publicitários, a concessão de benefícios fiscais para a construção de novas moradias ou a transformação de prédios abandonados ou subutilizados em condomínios residenciais, o que é conhecido como Retrofit. Todos esses temas do ReViva Goiânia já foram apresentados e discutidos durante a formatação do projeto de revisão do Plano Diretor de Goiânia, iniciado em 2017, e do Código Tributário Municipal, que serão encaminhados ao Poder Legislativo Municipal para apreciação nas próximas semanas.

“O projeto de revisão do Plano Diretor apresenta apenas diretrizes sobre os temas que compõem o ReViva Goiânia e as especificidades de cada um deverão ser tratadas em projetos individuais e é para isso que estamos novamente abrindo esse canal de comunicação com a população. Queremos mais uma vez ouvir o que ela quer pra cidade e, juntos, construirmos um projeto que atenda aos anseios de todos, moradores, comerciantes e poder público”, afirma o secretário municipal de Planejamento Urbano e Habitação, Henrique Alves.

Propostas

No total o projeto ReViva Goiânia é composto por sete microprojetos. O primeiro deles, já em finalização e que deverá ser encaminhado à Câmara Municipal de Goiânia nas próximas semanas é sobre o ordenamento dos engenhos publicitários, que são peças identificação utilizadas por imóveis comerciais e residenciais. Pensado como um processo de despoluição visual da região central e do bairro de Campinas, o projeto tem por objetivo promover a valorização da paisagem histórica do centro de Goiânia, estipulando regras para a implantação e utilização de identidades visuais e materiais de propaganda na região.

A proposta abrange traçado tombado como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Núcleo Pioneiro de Goiânia, e que engloba trechos das Avenidas Anhanguera, no Setor Central, e Avenida 24 de Outubro, em Campinas, e o polígono formado pelas Ruas Rio Verde, Sergipe, Senador Morais Filho, Quintino Bocaiuva e Avenidas Honestino Guimarães e 24 de Outubro. “Esses espaços possuem traços de patrimônios da história e da memória da capital e por esse motivo defendemos a extensão da área objeto do programa”, afirma Henrique Alves.

Outros pontos destacados apresentados pelo ReViva Goiânia é a concessão de benefícios para o centro de Goiânia seja re-ocupado, seja residencial ou comercialmente. Pela proposta a construção de novos edifícios residenciais, de edifícios garagens (verticais) e a revitalização e/ou adequação de prédios abandonados ou subutilizados destinados à moradia receberão benefícios tributários que vão desde desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a isenção do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). “Queremos que a região central da capital seja re-ocupado. Ao longo dos anos moradores e empresas tem deixado a região e nós precisamos reverter esse quadro”, ressalta Henrique Alves.

A criação de Arranjos Produtivos Locais (APL’s) também é outro ponto tratado pelo projeto ReViva Goiânia. De acordo com estudos realizados pela Seplanh essas APL’s seriam instaladas na região da 44 e Praça do Trabalhador, voltada para à área de confecção e na região do Setor Coimbra, ao longo da Avenida Castelo Branco, e que englobaria as atividades de agronegócio. Os técnicos da Seplanh também estão realizando estudos sobre a instalação de uma outra APL, esta na região da Avenida 24 de outubro, entretanto não definiu-se ainda qual área comercial seria englobada.

William Assunção, da Editoria de Planejamento Urbano e Habitação

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