Reabertura de postos de saúde fortalece assistência na Capital

Em menos de um ano e meio de gestão, Prefeitura de Goiânia já reabriu duas unidades que estavam fechadas e mostra que tem trabalhado para reestruturar a saúde pública no município

Com o entendimento de que o foco da atual gestão deve ser no usuário, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) trabalha para reorganizar o sistema de saúde na Capital. Uma das primeiras ações tomadas e que já mostram resultados positivos foi a entrega de postos de saúde que após serem fechados para reforma, não foram reabertos pelas administrações anteriores.

A primeira reabertura ocorreu ainda no primeiro ano dos trabalhos da atual administração. O serviço de emergência 24 horas do Centro Integrado de Atendimento Médico Sanitário (Ciams) Novo Horizonte, na região Sudoeste da Capital, foi entregue à população. Este tipo de atendimento no local estava interrompido há cerca de quatro anos. Há médicos e enfermeiros que atendem os pacientes conforme classificação de risco, ou seja, com priorização dos casos mais graves durante todos os dias da semana.

Em sequência, em fevereiro deste ano, o Ciams Urias Magalhães, na região Norte foi reaberto. O local estava com as portas fechadas e em situação de abandono há quase cinco anos. Ainda nos primeiros meses da gestão, visitas foram realizadas para levantamento das condições do prédio. Além do atendimento de emergência que funciona em tempo integral todos os dias da semana, a unidade também se tornou uma referência em assistência ambulatorial com especialistas. No Ciams funcionam centros de especialidades médicas e odontológicas que recebem pacientes encaminhados das unidades básicas de saúde da região que necessitam de tratamentos.

Ao assumir a gestão, a titular da pasta, Fátima Mrué, encontrou um cenário com muitas dificuldades no atendimento à população. ‘Nos deparamos desde unidades fechadas até a falta de medicamentos e insumos, equipamentos e recursos humanos’, lembra a secretária de Saúde de Goiânia. Ao identificar as deficiências, foram instituídos processos de trabalho e revisão de contratos com prestadores e fornecedores de materiais. ‘As mudanças adotadas significaram melhoria da qualidade da prestação de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde’, observa a gestora.

Na atenção básica, mais de 60 unidades passaram por reformas e reparos no primeiro ano de administração. Postos de saúde maiores também foram reformados, como o caso dos Centros de Atenção Integral a Saúde (Cais) Chácara do Governador e Amendoeiras. Já o Centro de Saúde da Família (CSF) Recanto das Minas Gerais finalmente foi entregue à população da região Leste. Apesar do prédio já estar pronto, foram necessários reparos essenciais para que pudesse funcionar plenamente. Hoje, a unidade é uma das mais modernas da rede básica do município.

Os trabalhos não param e a previsão é que nos próximos meses as obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim América sejam finalizadas. Localizada na região Sul, a unidade será a terceira UPA de Goiânia e vai contribuir para otimizar o atendimento de urgências e emergências da rede municipal de Saúde.

Sobre as noticias de fechamento de unidades como o Cais Finsocial, por exemplo, Fátima Mrué é categórica ao afirmar que nunca houve essa intenção. ‘Muito pelo contrário, nosso trabalho mostra que estamos reabrindo unidades e não fechando’, destaca. O local necessita de reformas, mas o futuro das obras segue em discussão entre a SMS Goiânia e a população da região.

Pedro Ferreira, da editoria de Saúde

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