Em entrevistas, prefeito destaca melhorias e desafios à frente da gestão municipal

Iris Rezende falou à rádio CBN e ao jornalista Jackson Abrão que Goiânia estava abandonada, mas que já evoluiu e que, em breve, voltará a ser referência nacional

O prefeito Iris Rezende participou na manhã desta segunda-feira, 23, de uma série de entrevistas aos veículos de comunicação do Grupo Jaime Câmara. Na rádio CBN e com o jornalista Jackson Abrão, para o jornal O Popular, um dos principais temas foi a saúde em Goiânia, além da infraestrutura da cidade e obras que estavam paralisas em todas as áreas.

“Encontramos uma situação caótica na Saúde, que exigiu de nós medidas duras de mudanças. Identificamos de início que seria impossível melhorar a Saúde sem grandes mudanças no próprio sistema. E é isso que estamos fazendo. Estamos organizando a Saúde no município, assim como todas as outras áreas que enfrentavam dificuldades e começam a entrar nos eixos”, reforçou.

Iris lembrou que pacientes de todos os municípios goianos, e até de outros estados, buscam atendimentos em Goiânia, mas que o sistema não repassa os recursos e, com isso, a Capital não suporta. “Não podemos atender pacientes de todo o estado com recursos que são suficientes para 1,5 milhão de pessoas. Goiânia está sobrecarregada. Atendemos mais de 4 milhões de pessoas, sendo que a população de Goiânia é de 1,5 milhão”.

Para o prefeito, um dos principais problemas é a falta de centrais de regulação pelo interior de Goiás, que deveriam ser 16, mas só foram criadas três, até o momento. “Todos estão vindo para Goiânia. Estamos abertos para o atendimento, mas tem que ser regulado para que o município receba a contrapartida deste atendimento também. Nosso sistema prevê o atendimento de todos, mas com crédito para custear o tratamento”.

Um assunto recorrente, mas que, segundo Iris, não procede, é a possibilidade de o governo do Estado assumir a gestão da Central de Regulação de Vagas. “Eles não devem ter conhecimento do que estão falando. A Regulação de Goiânia é de competência municipal. Isso foi definido pelo Ministério da Saúde. O Estado precisa é fazer as 16 centrais de regulação no interior, providência que deve ser tomada urgentemente”.

A cidade

“Desde que assumi a prefeitura não descansei um minuto. A cidade estava tomada por lixos e buracos. Caminhamos muito, ainda há muito o que fazer, mas o nosso trabalho é ininterrupto”, disse o prefeito Iris Rezende ao ser questionado sobre o que tem feito para resolver os problemas da cidade. Ele lembrou ainda a retomada de obras importantes para cidade, como BRT e a reforma da Marginal Botafogo, além da criação de uma comissão para acompanhar o processo e cobrar celeridade da retomada de outros projetos importantes.

Um dos pontos é a manutenção cotidiana da cidade. “Quando eu assumi a prefeitura não andava 20 metros sem buraco nas ruas. Hoje é raro você ver um buraco no asfalto em Goiânia. Goiânia estava um chiqueiro, pois 90 dias antes as empresas que forneciam máquinas e caminhões para a limpeza, deixaram de prestar serviço, porque não recebiam. A empresa que fornecia massa asfáltica, da mesma forma. Na primeira semana já chamei as duas empresas e assumi o compromisso de pagar diante da retomada dos trabalhos”.

Segundo o prefeito, o asfalto velho, de muitos anos, não resiste às fortes chuvas, mas que aguarda liberação de um empréstimo junto ao Banco Andino para que toda a malha viária da Capital seja refeita. “Também vamos desenvolver uma campanha, e quero que toda a população participe, para ajudar na limpeza da cidade, pra gente gastar metade do que se gasta hoje. Para que as pessoas, ao varrer a loja, a casa, varrer também o passeio, coletar o lixo, e varrer a rua também, para diminuir o gasto da prefeitura; questão de uns cinco minutos a mais”, disse em relação à limpeza urbana.

“Eu, a cada dia, me entusiasmo mais. Vocês não me viram fazendo uma viagem. Não fui ao congresso que a Prefeitura de Goiânia estaria presente na Espanha, não fui à reunião dos prefeitos em Curitiba. Dia e noite estou na Prefeitura, sem barulho, sem nada, sem agredir, sem ofender, mas trabalhando. Você veja, eu que encontrei a Prefeitura com os funcionários da Saúde em greve, porque não recebiam e você não viu atraso numa folha sequer. Reduzi despesas, cortando, cortando, hoje eu posso dizer a você: nós já estamos chegando a um momento que a Prefeitura estará cuidando de todas essas questões”, pontuou.

Questionado sobre as obras paralisadas, o prefeito disse que, na verdade, não encontrou uma obra em andamento. “Eram mais de 60 paralisadas. Hoje já estão em andamento e vamos retomando, e dentro de pouco tempo nós queremos fazer com que estas obras estejam concluídas. E mais ainda. Eu asfaltei todos os bairros de Goiânia, 134 bairros, mas de lá pra cá surgiram 29 bairros. Nenhum deles tem asfalto e já vamos começar daqui a uns dias a asfaltar sete desses bairros, para fazer com que não fique um bairro sem asfalto”.

Administração

“Quando eu assumi a Prefeitura, o déficit mensal era de R$ 31 milhões. A Prefeitura gastava mais do que arrecadava, cerca de R$ 31 milhões, daí aquele volume de dívidas. As instituições bancárias que financiavam o consignado a Prefeitura não pagava, também não pagava o IMAS, IPSM. Mas nós estamos, da minha administração pra cá, pagando o que é devido”, disse Iris Rezende acerca dos problemas financeiros da Prefeitura.

Para o jornalista Jackson Abrão, Iris disse, em relação ao trânsito em Goiânia, que em primeiro lugar é preciso entender a transformação profunda pela qual passou a sociedade. “Nós já discutimos com o Codese, uma instituição que reúne cerca de 40 entidades, para estabelecermos uma mudança no comportamento da população goianiense com relação aos horários”.

O prefeito destacou uma visita que fez à China e sobre como as pessoas se locomoviam, e o representante local reforçou que os horários de trabalho e estudos eram diferentes e intercalados, e que aqui no Brasil não havia esse sistema. “Vamos tentar estabelecer isso aqui em Goiânia. Não há SMT que organize o trânsito se nós não nos organizarmos. Eu ando pela cidade e vejo como a cidade está”.

Política

Iris disse que o principal problema das administrações em todo o Brasil é a corrupção. “Eu estou muito à vontade para falar sobre esse tema, pois vou completar 60 anos desde que fui eleito pela primeira vez e eu tenho uma vida de ação e serviço prestado, com honestidade e correição”.

Sobre a disputa eleitoral, o prefeito lembrou que o foco principal é administrar Goiânia, mas que tentou unir as oposições, em especial os dois principais candidatos, Daniel Vilela e Ronaldo Caiado. “Eu sempre disse que vou tentar um acordo entre os dois. Se não conseguir, vou apoiar o candidato do meu partido. Eu sou homem de partido”.

Rafhael Borges, da Diretoria de Jornalismo.
Foto: Jackson Rodrigues

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