Ato no Centro de Goiânia debate eliminação da Discriminação Racial

Pelo segundo ano consecutivo, evento é realizado pela atual gestão para orientar a população sobre a importância do debate sobre o tema

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas (SMDHPA) realizou nesta quarta-feira, 21, pelo segundo ano consecutivo, ações que marcam o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. Ato aconteceu na Praça do Bandeirante, no Centro da Capital, e contou com a presença de autoridades políticas e de classes.

Em seu discurso, o secretário de Direitos Humanos, Filemon Pereira, lembrou das conquistas que a população negra alcançou nos últimos anos e reforçou que o caminho ainda é longo para a verdadeira igualmente racial. “Além de reafirmar a luta diária contra o racismo, a gestão municipal empenha na busca de políticas públicas que de alguma forma minimizem cada vez mais as diferenças”, falou.

Várias atividades e apresentações culturais marcaram a ação, que teve entrega de materiais gráficos sobre o Estatuto de Igualdade Racial, lei especial do Brasil, promulgada em 2010, que contém um conjunto de regras e princípios jurídicos que visam coibir a discriminação racial e estabelecer políticas para diminuir a desigualdade social entre os diferentes grupos raciais.

Para o superintendente de Igualdade Racial da SMDHPA, Marco Antônio, a iniciativa tem a intenção de promover a educação e combater qualquer tipo de discriminação. “Durante o ato, buscamos mostrar que a educação é uma ferramenta importante na luta contra a discriminação racial e em favor da inserção cultural e social da população negra’, destacou.

A Data
O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em referência ao Massacre de Sharpeville. No dia 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na África do Sul, 20 mil pessoas protestavam contra Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um documento que continha os locais onde era permitida sua circulação. Durante a manifestação, 69 pessoas foram mortas e outras 186 ficaram feridas por repressão das forças policiais do país.

Diego Reis, da Diretoria de Jornalismo
Fotos: Edilson Pelikano

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