SME alerta escolas e Cmeis sobre prevenção à conjuntivite

Orientação é que as instituições e as famílias fiquem atentas para evitar contágio e transmissão

A Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME) enviou recomendações, conforme informativo do Ministério da Saúde e Secretaria Municipal de Saúde (SMS), para as escolas e centros municipais de Educação Infantil (Cmeis) quanto a medidas de prevenção e controle de casos de conjuntivite.
Segundo a enfermeira e apoio técnico pedagógico da Gerência de Projetos da SME, Marislei Brasileiro, houve uma maior preocupação diante do aumento de casos registrados em Goiás. “Visto que na escola e no Cmei as crianças ficam muito próximas, a nossa orientação é para que, tanto os pais quanto professores, fiquem atentos aos sintomas para evitar que as crianças se contagiem. A que estiver afetada deve permanecer em casa até que se recupere totalmente”, afirmou.

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. Em geral afeta os dois olhos e pode durar de uma semana a 15 dias com causas virais ou bacterianas. “Geralmente o olho começa com sensibilidade à luz, vermelhidão, ardência, inchaço, podendo apresentar inflamação. Orientamos para que os profissionais fiquem atentos e avisem às famílias se qualquer sintoma for notado nos alunos”, ressaltou.

De acordo com as recomendações, as crianças que estiverem com os sintomas não devem frequentar as aulas até o desaparecimento dos sintomas; todo o caso de conjuntivite deve ser encaminhado ao serviço de saúde para diagnóstico e tratamento; equipes devem realizar ações de educação em saúde com informações para alunos e servidores, disponibilizar locais com pia para higienização das mãos das crianças com frequência, evitar tocar ou coçar os olhos, manter o ambiente escolar bem arejado e limpo, e orientar os pais para que comuniquem a escola caso diagnóstico seja confirmado.

Além do cuidado e preocupação com as crianças, as recomendações são também para os profissionais. “Os profissionais da educação também estão em constante contato com muitos alunos, então devem se atentar aos cuidados, identificar os sintomas e seguir as mesmas orientações, bem como procurar o enfermeiro na unidade de saúde pública”, concluiu Marislei Brasileiro.

A coordenadora do Cmei Tio Romão, Leila Maria Pereira, disse que o assunto está sendo bem abordado com os pais. “Enviamos orientação na agenda das crianças, e no dia do planejamento mensal, vamos tratar do assunto com os profissionais da instituição e também na reunião de pais para que eles saibam dos cuidados e providências que devem ser tomadas. Temos que ficar de olho, já que as são muitas crianças e elas ficam sempre juntas”, pontuou.

Lívia Máximo, editoria de Educação e Esporte

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