Prefeitura economiza R$ 143,3 milhões em 2017

A redução dos gastos foi uma das variáveis que permitiu à Prefeitura de Goiânia chegar a dezembro de 2017 com recuo de 26% no déficit registrado em janeiro do mesmo ano

A evolução positiva nas contas públicas da Prefeitura de Goiânia, apresentada pelo prefeito Iris Rezende aos vereadores da Capital durante a primeira prestação de contas deste ano, tem na economia um dos alicerces na redução dos gastos com a máquina pública.

O controle das despesas para funcionamento operacional da prefeitura, a exemplo de energia, telefone, papel e internet, fez a gestão deixar de gastar R$ 143,3 milhões, queda de 8,3% no comparativo do custo operacional de 2016.

Considerando todas as despesas da prefeitura, houve queda real de 0,36% – quando se desconta a inflação do  período, medida oficialmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – na comparação entre os anos de 2016 e 2017.

A redução dos gastos foi uma das variáveis que permitiu à Prefeitura de Goiânia, chegar a dezembro de 2017 com recuo de 26% no déficit registrado em janeiro do mesmo ano. Hoje, na comparação entre despesa e receita, o descompasso contábil caiu R$ 8,1 milhões.

A queda nas despesas administrativas também demonstra eficiência no controle de gastos com pessoal e encargos sociais. Ao longo dos 12 meses do ano passado, esse tipo de custo evoluiu 0,95%, muito abaixo da inflação do país, calculada em 2,95%. A gestão também manteve sob controle os juros e encargos da dívida, assim como as outras despesas correntes, categoria em que se enquadram gastos como água e material de escritório.

‘Em um ano, reduzimos mais de R$ 60 milhões a folha de pagamento da Comurg. Para chegar a este resultado, chegamos a cortar cerca de 80% dos cargos de chefia na Companhia’, ilustra o prefeito Iris Rezende.

A Companhia de Urbanização de Goiânia tem o maior custo per capita do país. A operação da Comurg custa mais de R$ 47 milhões por mês aos cofres da prefeitura. ‘Estamos cortando custos todos os dias’, conta Iris Rezende.

Investimento

Como efeito do aumento da arrecadação, do controle de gastos e da redução de despesas, a prefeitura conseguiu ampliar investimentos em áreas essenciais como Saúde e Educação. Em 2017, os recursos destinados a essas áreas foram acima do limite constitucional. Apenas a Saúde consumiu mais de R$ 1,1 bilhão. O volume aplicado alcança 20,73%, enquanto o percentual determinado por lei é de 15%.

‘Entre tantas vitória, na Saúde entregamos aos moradores o Centro de Saúde da Vila Redenção, o serviço de urgência do Ciams do Novo Horizonte, o Centro de Saúde da Família do Recanto das Minas Gerais e o Ciams do setor Urias Magalhães’, lembrou Iris Rezende aos vereadores.

Já a rede municipal de Educação demandou outros R$ 914,8 milhões dos recursos públicos. Para fins de limite constitucional, que é de 25%, a taxa aplicada em ações e serviços públciso de educação chega a 29,87% da receita de impostos e também de transferências constitucionais e legais.

‘Na Educação, nomeamos mais de dois mil professores e servidores aprovados em concurso. Inauguramos dois Cmeis e reformamos 183 escolas. Criamos mil novas vagas no Ensino Fundamental’, lista.

A próxima prestação de contas aos vereadores da Capital deve ocorrer no mês de maio, segundo determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com o calendário definido pelo artigo nono da LRF, o poder executivo deve apresentar indicadores fiscais em audiência pública na Câmara Municipal até o final dos meses de maio, setembro e fevereiro. As avaliações tratam de cada quadrimestre anterior ao mês para detalhamento financeiro da gestão da Capital.

Giselle Vanessa Carvalho, da editoria de Finanças

 

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