Mapeamento aponta índice de infestação por Aedes aegypti de 3,31% em Goiânia

Prefeitura da capital já iniciou força-tarefa nas áreas com maior vulnerabilidade para intensificar o combater ao mosquito

O levantamento que mapeou as áreas de riscos para infestação do Aedes aegypti em Goiânia revelou situação de alerta para epidemias das doenças transmitidas pelo vetor.

Com um valor de 3,31%, o indicador aponta risco para a ocorrência de dengue, zika e chikungunya. Para conter o avanço do mosquito, a Prefeitura da capital intensifica a partir desta quarta-feira, 17, as ações nos bairros com maior vulnerabilidade de epidemia.

‘De cada 100 casas em Goiânia, três têm foco do mosquito Aedes’, explica a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde da capital (SMS), Flúvia Amorim.

Para coleta dos dados, mais de 500 agentes de combate às endemias percorreram durante uma semana cerca de 27.000 imóveis de todos os bairros da cidade. ‘Com os resultados foi possível identificar os pontos mais críticos de infestação e traçar um panorama do cenário atual para estabelecer as estratégias de combate’, observa a superintendente.

Números

Devido à grande extensão territorial, os números mostram realidades distintas nas diversas regiões do município. Para a SMS, a capital é dividida em sete Distritos Sanitários. Campinas-Centro (4,10%), Leste (4,23%) e Sul (4,08%) apresentaram os maiores índices de infestação predial.

O Ministério da Saúde considera valores superiores a 3,9% como indicativos de situação de risco para surtos das doenças transmitidas pelo mosquito.

Apesar de valores menores, o índice dos Distritos Sanitários Sudoeste (2,64%), Oeste (2,66%), Noroeste (2,94%) e Norte (3,31%) sinalizam um estado de alerta e não descartam a necessidade de intensificação das atividades de combate nestas regiões.

‘Há bairros em situação de vulnerabilidade em toda Goiânia. Nestes locais o serviço será reforçado para reduzir a proliferação do vetor. Nos demais setores o trabalho de rotina dos agentes continuará sendo realizado’, alerta Flúvia Amorim.

Os setores Aeroporto e Central, ambos no Distrito Sanitário Campinas-Centro, registraram o percentual mais alto de infestação. Nestes locais, 7,51% dos imóveis apresentaram focos do Aedes.

Por serem áreas comerciais e que concentram muitos serviços, o trânsito de pessoas de diferentes regiões nestes bairros é grande. Uma alta quantidade de Aedes aegypti nestes espaços pode contribuir para a circulação viral entre a população.

Combate

A Prefeitura de Goiânia já iniciou a intensificação das ações de combate nos bairros que o LIRAa apontou maior vulnerabilidade. Mais de 500 agentes de combate às endemias vão percorrer imóveis, mapear casas abandonadas e visitar pontos estratégicos que tradicionalmente concentram grande quantidade de criadouros, como cemitérios, borracharias e ferros-velhos.

Nestas regiões a fiscalização também será reforçada. ‘Locais que já foram notificados e continuam com focos do mosquito deverão ser autuados’, pontua Flúvia Amorim. Os moradores dos bairros podem entrar em contato com a diretoria de Vigilância em Zoonoses pelos telefones 3524-3131 e 3524-3125 para denunciarem áreas com criadouros do Aedes. Os agentes atenderão todas as denúncias.

Casos notificados de dengue nos setores com maior infestação serão acompanhados. A casa da pessoa infectada será visitada para identificação de criadouros e eliminação de possíveis focos do mosquito. Os agentes também realizarão o bloqueio com bombas pulverizadoras de inseticida em um raio de 100 metros ao redor da residência. Objetivo é evitar a circulação viral.

‘O método mais efetivo para combate ao vetor é evitar que ele nasça’, destaca a superintendente de Vigilância em Saúde da SMS. Para isso é necessário ficar atento a qualquer recipiente que possa acumular água e servir de criadouro para o mosquito. Além do poder público, a participação de todo e qualquer goianiense é fundamental para evitar a proliferação do inseto.

Pedro Ferreira, da editoria de Saúde

Foto: Anna Lúcia Almeida

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