Revisão do Plano Diretor de Goiânia recebe participação popular em portal lançado hoje

Plataforma digital Goiânia do Futuro será um canal permanente com sugestões para o destino da cidade nos próximos anos, rumo ao centenário em 2033

Um portal que vai permitir a participação da população goianiense na revisão do Plano Diretor foi lançado na manhã desta segunda-feira, 16. A plataforma chamada de Goiânia do Futuro (www.goianiadofuturo.blog) será um canal permanente, com informações sobre a cidade, além de formulários que possibilitam que cada cidadão possa sugerir mudanças para todas as áreas.

Para o prefeito Iris Rezende, a função da administração pública não é só arrecadar e pagar, mas lidar com cuidado com a população e com as necessidades que uma metrópole possui. “Em um ano, Goiânia vai ser exemplo de aplicação da tecnologia e de recursos públicos para todo o Brasil”.

A atual administração entende que o legado que deve ser deixado para o centenário de Goiânia é o cumprimento de todos os eixos do Plano Diretor, com posicionamento do município como uma cidade moderna, segura e próspera. “Com a participação da sociedade, o índice de assertividade será o mais próximo do ideal”, destacou o prefeito.

O secretário municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), Agenor Mariano, reafirmou que o trabalho de revisão do Plano Diretor está muito mais no porvir do que no agora. “O que estamos tentando chegar com a revisão, talvez nossa geração não venha a usufruir, mas temos de trabalhar para as próximas”.

Após 10 anos de aplicação do Plano Diretor, a Seplanh entendeu que seria necessária uma releitura dos atos urbanísticos, a fim de buscar uma direção para o desenvolvimento da primeira revisão periódica da Lei Complementar nº 171, de 2007 (Plano Diretor de Goiânia), prevista no seu artigo 225, como também no artigo 40 da Lei Federal nº 10.257, de 2001 (Estatuto da Cidade), que prevê a revisão dos planos diretores a cada dez anos.

Avaliação técnica

Os técnicos do Plano Diretor trabalharam na revisão de todos os pontos da cidade para que o planejamento fosse o mais robusto possível. “O plano está dividido em seis eixos, para construir a Goiânia do Futuro. O plano vai dar os fundamentos para alcançar o centenário em 2033 com plenitude”, frisou o superintendente de Planejamento Urbano, Henrique Alves.

O Presidente do Sindicato dos Condomínios e Imobiliárias (SecoviGoiás), Ioav Blanche, que participou do lançamento disse que a prefeitura está fazendo algo que é muito importante para a relação entre o poder público e sociedade. “Rediscutir os conceitos, os paradigmas e abrir a oportunidade para que todos possam participar é um grande passo desta administração”.

Outra relação que foi destacada pelo prefeito Iris Rezende como de extrema importância é com a Câmara Municipal. O presidente Andrey Azeredo afirmou que toda boa ação começa com um bom planejamento. “E é preciso discutir os caminhos possíveis para chegarmos a um denominador. A câmara se coloca à disposição para discutir o plano e assim que o projeto for enviado, também vamos discutir com a população de forma clara, para construirmos uma Goiânia inovadora e moderna”.

História

Goiânia teve origem no Plano Diretor elaborado pelo arquiteto Atílio Correa Lima, na década de 1930, e se inspirou, então, em concepções avançadas para criar uma cidade moderna e planejada, estabelecida no Centro-Oeste brasileiro, como uma espécie de ponta de lança da interiorização do Brasil, como autêntica precursora da mudança da capital brasileira para o Planalto Central.

Na década de 70, por meio do Plano de Desenvolvimento Integrado de Goiânia (PDIG), a cidade buscou soluções para os problemas de um Município que contava com 363 mil habitantes, mais de sete vezes a população proposta para o núcleo central. A cidade concentrava 95% da população do Município; no censo de 1970 apresentava taxa de urbanização superior a 81%, revelando ainda a maior taxa de crescimento demográfico do país, ou seja, 9,5% ao ano durante a década de 60.

Rafhael Santana, da diretoria de Jornalimo

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