Prefeitura lança portal para revisão do Plano Diretor de Goiânia

Plataforma digital vai permitir a participação da população, com sugestões para o destino da cidade nos próximos anos

A Prefeitura de Goiânia lança na próxima segunda-feira, 16, um portal que vai permitir que todos os cidadãos goianienses participem ativamente da revisão do Plano Diretor. Denominada Goiânia do Futuro, a plataforma é um canal que conta com informações riquíssimas, além de formulários que possibilitam que cada um possa sugerir mudanças para todas as áreas da cidade.

Para a elaboração da revisão do Plano Diretor, além de reuniões, seminários, oficinas e audiências públicas, foi pensado um ambiente virtual permanente, como lugar de discussão do referido plano. “A Goiânia do Futuro depende de todos nós e será com a sua ajuda que planejaremos nossa cidade de forma inclusiva, participativa e socialmente justa”, destacou o prefeito Iris Rezende.

O prefeito entende que cada morador deve olhar a cidade e observar os desafios a serem superados para alcançar soluções de forma conjunta, construindo um projeto de futuro pautado em soluções viáveis, pactuadas e compatíveis com suas dinâmicas sociais, econômicas e políticas.

A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) entendeu, então, que após 10 anos de aplicação do Plano Diretor seria necessária uma releitura dos atos urbanísticos, a fim de buscar uma direção para o desenvolvimento da primeira revisão periódica da Lei Complementar nº 171, de 2007 (Plano Diretor de Goiânia), prevista no seu artigo 225, como também no artigo 40 da Lei Federal nº 10.257, de 2001 (Estatuto da Cidade), que prevê a revisão dos planos diretores a cada dez anos.

História
Goiânia teve origem no Plano Diretor elaborado pelo arquiteto Atílio Correa Lima, na década de 1930, e se inspirou, então, em concepções avançadas para criar uma cidade moderna e planejada, estabelecida no Centro-Oeste brasileiro, como uma espécie de ponta de lança da interiorização do Brasil, como autêntica precursora da mudança da capital brasileira para o Planalto Central.

Na década de 70, por meio do Plano de Desenvolvimento Integrado de Goiânia (PDIG), a cidade buscou soluções para os problemas de um Município que contava com 363 mil habitantes, mais de sete vezes a população proposta para o núcleo central. A cidade concentrava 95% da população do Município; no censo de 1970 apresentava taxa de urbanização superior a 81%, revelando ainda a maior taxa de crescimento demográfico do país, ou seja, 9,5% ao ano durante a década de 60.

Rafhael Borges, da Diretoria de Jornalismo

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