Coletivo de mulheres da Comurg realiza pré-conferência de combate à violência racial institucional

O projeto é uma forma de luta por políticas públicas para as trabalhadoras da Companhia

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), por meio do Núcleo da Promoção e Inclusão Social, realizou nesta sexta-feira, 6, a Pré-Conferência do Coletivo de Mulheres da Comurg, com o tema ‘Racismo Institucional’, em preparação para a IV Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Goiânia.

O projeto tem como objetivo avançar na luta por políticas públicas para as trabalhadoras da Comurg, diminuindo a violência racial institucional e também visa combater outras formas de preconceito. Pretende ainda, orientar mulheres e homens em relação à importância da construção coletiva em respeito à diversidade social dentro da empresa.

O presidente da Comurg, Denes Pereira, afirmou que é importante o debate e a reflexão sobre o tema racismo institucional nos processos de trabalho. Para ele, existe uma equipe dedicada envolvida no projeto e que a Companhia tem ações afirmativas e políticas de enfrentamento do racismo institucional. “A proposta principal é garantir os direitos das mulheres servidoras da Comurg e diminuir a desigualdade”, explicou.

“A Companhia tem o compromisso com a construção de soluções para este tipo de problema. Essa ação fortalece a empresa e valoriza os funcionários”, destacou o diretor de infraestrutura, Ormando Pires, que fez questão de evidenciar e reconhecer que ainda existem problemas raciais nas empresas e que a Comurg busca ser diferente nessa questão.

Para a secretária municipal de Políticas Para as Mulheres Mulheres, Célia Valadão, é a partir de manifestações das minorias que começam as mudanças significativas que minimizam as desigualdades. “Ações como essas devem ser realizadas para entendermos a dimensão desse problema social”

O encontro contou com a presença da palestrante e advogada Laracelia Leal de Souza, mulher negra ativista do Movimento Negro, que recebeu homenagem das mulheres artesãs do Projeto Mulheres Transformando Lixo em Luxo, como forma de agradecimento e reconhecimento pelo engajamento frente às causas raciais, e do Superintendente de Promoção da Igualdade Racial, Marcos Antônio da Silva.

No encerramento da ação, a coordenadora do Núcleo da Promoção e Inclusão Social da Comurg, Anadir Cezário, comentou que o racismo institucional produz falta de acesso e pouca qualidade nos serviços prestados pelos trabalhos.

Silvio Sous, da editoria de Urbanização

Foto: João Araújo

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