Prefeitura de Goiânia promove seminário sobre responsabilização de violências sexuais

No ano passado, 2.236 casos de violência foram registrados nos serviços de saúde da Capital. Seminário discute o problema nos dias 29 e 30, no auditório da Academia da Polícia Militar do Estado de Goiás

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, por meio da Rede de Atenção a Crianças, Adolescentes e Mulheres em Situação de Violência e Núcleo de Vigilância as Violências e Promoção da Saúde, promove nesta segunda-feira, 29, o seminário ‘Responsabilização do (a) autor (a) de violências sexuais – ação que assegura a atenção integral à vítimas’. O evento segue até terça-feira, 30, no auditório da academia da Polícia Militar do Estado de Goiás. 

A ação tem como objetivo informar e contribuir com a humanização dos atendimentos prestados dentro do sistema de Segurança Pública e do Judiciário, além de democratizar as práticas que potencializem o processo de responsabilização dos autores de violência sexual. O evento é alusivo ao 18 de maio, definido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança.

De acordo com a psicóloga do Núcleo de Combate a Violências da SMS, Cida Alves, a iniciativa procura sensibilizar a população sobre a importância de se denunciar os abusos.  “A ação também visa alertar que o papel do adulto é proteger as crianças e não responsabilizá-las pelas violências”, disse.

Em 2016, foram notificados em todas as faixas etárias um total de 2.236 casos de violências nos serviços de saúde de Goiânia. Deste total, 23% das violências foram cometidas contra crianças menores de 12 anos (508 casos) e 26% contra adolescentes (de 13 a 18 anos – 587 casos). Estas violências notificadas pelas unidades de saúde foram de várias naturezas, como a física, sexual, psicológica, negligência/abandono, trabalho infantil, dentre outras. O principal local de ocorrência da violência sexual contra crianças e adolescentes é a própria residência (68% dos casos notificados nos serviços de saúde). “As denúncias podem ser realizadas através do Disque 100, diretamente nos Centros de Referência Especializada de Assistência Social (Creas) ou, ainda, nos Conselhos Tutelares, Ministério Público ou Delegacia de Proteção de Crianças e Adolecentes (DPCA)”, explica Cida Alves.

O evento conta com o apoio de diversas entidades, como o Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Rede de Atenção a Crianças, Adolescentes, Mulheres e Idosos em Situação de Violência de Goiânia, Fórum Goiano de Enfrentamento a Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Conselho Regional de Psicologia, Conselho Regional de Serviço Social (CRESS-GO), Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescentes de Goiás, Conselho Municipal de Direitos de Criança e Adolescente de Goiânia, Conselho Tutelar, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP).

Confira a programação completa.

Roberta Rodrigues, estagiária da editoria de Saúde

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