Museu de Arte de Goiânia recebe exposição de Marilda Passos

Mostra reúne obras dos 25 anos de carreira da artista plástica goianiense. Exposição segue até 16 de julho

O Museu de Arte de Goiânia (MAG), unidade da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), recebe a partir desta quarta-feira, 17, a exposição “Oscilações entre o Real e o Infinito”, da artista plástica Marilda Passos. O vernissage da mostra, que tem curadoria de Miguel Jorge, acontece nesta terça-feira, 16 de maio, às 19h. A exposição segue até o dia 16 de julho.

A mostra com mais de 100 obras, entre pinturas, esculturas, desenhos, técnicas mistas sobre papel e fotografias, é uma retrospectiva dos 25 anos de carreira da artista plástica goianiense e sucede as mostras de Sandro Torres e de Marcelo Solá no MAG. O catálogo da exposição inclui ainda um texto analítico da obra de Marilda assinado pelo crítico de arte José Neistein, de Washington, EUA, que dirigiu o Brazilian American Cultural Institute, na capital estadunidense, durante mais de três décadas.

Diplomada em Direito pela Universidade Católica de Goiás, Marilda Passos abandonou a advocacia na área trabalhista para estudar Artes Visuais na Universidade Federal de Goiás (UFG), pela qual se diplomou em 1993. Começou a mostrar seu trabalho ainda aluna da Faculdade de Artes Visuais (FAV) da UFG. Participou, deste então, de numerosos salões de arte entre os quais o Salão de Arte de Osasco, em São Paulo, no qual obteve o Prêmio Aquisição e Grande Medalha de Ouro (1990) e do 43º Salão de Arte Contemporânea de Santo André Luiz Sacilotto (2015).

Participou ainda de outras exposições coletivas entre elas a III Bienal de Arte de Goiás (1993), no Museu de Arte Contemporânea (MAC), no qual volta a expor em 1997, 2000 e 2005. No MAG suas obras integraram diversas mostras, entre as quais 7 Vezes Cidade, em 2011, realizada posteriormente na Galeria Vitrine da Caixa Cultural de São Paulo, na unidade da Avenida Paulista.

Segundo Miguel Jorge, curador da mostra, Marilda Passos, que reside e trabalha em Goiânia e São Paulo, “em sua multiplicidade de formas, de abstrações, de buscas, de achados, move-se de modo orientado em meio aos ruídos de São Paulo, dentro da medida certa, com organizada maturidade”. “A artista, cada vez mais exigente, retorna frequentemente ao limiar perceptivo do tradicional e do moderno sem abdicar-se da limpeza, clareza de pontuações de linhas, dos instrumentos matemáticos ou arquitetônicos existentes em formação de seus trabalhos, que a conduziram a ser o que é”, salienta.

Referindo-se às suas fotografias, que passaram recentemente pelo crivo dos críticos Angélica de Moraes e Cauê Alves no Salão de Arte Contemporânea de Santo André, o curador comenta da poética do trabalho. “A artista começa por fotografar edifícios em construção para, daí, apurar com sensibilidade a situação de cada uma delas, os blocos de concreto, as pacas de vidro, os guindastes, as sombras, o próprio azul do céu recortado geometricamente criam uma poderosa poética, a poética da construção já mencionada pelo concretista Haroldo de Campos. Trabalho que requer pesquisa, informação, paciência, interferências e as imprescindíveis exigências de abertura que conduzem para o enriquecimento de sua arte”, finaliza Miguel Jorge.

Serviço

Assunto: Exposição “Marilda Passos – Oscilações entre o real e o infinito”
Local: Museu de Arte de Goiânia (MAG) (Rua 1, n° 605, Bosque dos Buritis. Setor Oeste)
Abertura: 16 de maio de 2017, às 19h.
Visitação: 17 de maio a 16 de julho.
Horários: de terça a sexta, das 9 às 12 horas e das 13 às 17 horas
Sábados, domingos e feriados, das 8 às 18 horas.
Entrada franca.
Informações: (62) 3524-1789

Janda Nayara, da Editoria de Cultura

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