Em entrevista, Fátima Mrué fala de soluções para a Saúde de Goiânia

Secretária disse, também, que nos próximos seis meses a população vai sentir as mudanças no atendimento de saúde na Capital

Em entrevista ao Jornal Anhanguera 1ª Edição, a secretária municipal de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, esclareceu que o processo de credenciamento médico para a rede municipal de saúde ainda está em andamento. Sendo assim, as escalas de atendimento dos profissionais nos postos de saúde de Goiânia ainda são semelhantes àquelas que vinham sendo praticadas na gestão passada. Fátima explicou que o prazo para a adesão ao edital encerra-se no próximo dia 28 de abril e que, a partir de então, “serão colocadas em prática as novas metodologias de trabalho, buscando equacionar o desequilíbrio que ainda persiste no atendimento médico nos postos de saúde”.

Segundo a secretária, apesar do número de médicos atendendo já ser um pouco maior do que na gestão passada, nos próximos seis meses, ou no máximo até o fim do ano, a situação estará muito diferente e terá mudado para melhor. Mrué destacou, ainda, que muitas vezes há um desencontro de informações quanto à presença do médico no posto de saúde. “Os atendentes em cada unidade se sentem muito confortáveis em dizer que não têm médicos, quando na verdade tem o médico. Às vezes o atendente dá uma informação errônea e isso causa um transtorno muito grande”, pontuou. A titular da Saúde goianiense informou que dentro de um mês, aproximadamente, os Cais de Goiânia irão contar com equipes de atendimentos mais qualificadas e aptas a prestarem esse serviço à comunidade.

Quanto à falta de materiais nas unidades de saúde, Fátima Mrué destacou a falha na sistematização do processo de controle dos indicadores e adiantou as providências que estão sendo tomadas para resolver o problema. “Estamos discutindo com a equipe de tecnologia da informação da Secretaria a melhor forma de informatizar todas as unidades de saúde de Goiânia”, frisou.

Quanto ao fornecimento da insulina Lantus, a secretária chamou atenção para a dificuldade na entrega do medicamento pelo fornecedor e ressaltou que 26 mil doses do análogo chegaram ontem, 25, na Farmácia de Insumos e Medicamentos Especiais da Prefeitura e já estão disponíveis para a distribuição a 2 mil pacientes cadastrados. “Infelizmente temos um único fabricante da Lantus no Brasil e, aqui na nossa região, temos também um único fornecedor do medicamento. A quantidade recebida deve ser suficiente para uns dois meses e nós já fizemos a sol licitação de compra suficiente para, pelo menos, 4 meses”, esclareceu.

Por fim, a secretária reconheceu a fragilidade do sistema de atendimento à saúde como um todo, lembrando, entretanto, que essa realidade não é um caso específico de Goiânia, mas de todo o Brasil e que a falta de ações efetivas para resolver o problema, que se arrasta há anos, agravou a situação. Confiante, Mrué disse não ter dúvidas de que a situação da Saúde em Goiânia vai melhorar. “Agora temos medidas claras pra se corrigir os erros do passado e que serão implantadas. As melhoras no sistema de saúde de Goiânia serão sentidas pela população nos próximos seis meses”, finalizou.

Texto: Cloves Reges, da Diretoria de Jornalismo – Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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