Dia Mundial da Saúde destaca necessidade de falar sobre depressão

Conversar abertamente sobre tema auxilia na busca de ajuda profissional. Formas de tratamento são oferecidas pelo SUS

Com uma estimativa de mais de 300 milhões de casos ao redor do planeta, a depressão é o tema do Dia Mundial da Saúde, celebrado hoje, 7, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Um transtorno que atinge pessoas de todas as cores, idades, classes sociais e em qualquer etapa da vida. Por levar a graves consequências, a iniciativa é reforçar que existem formas de prevenir e tratar este mal, inclusive por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda associada a estigmas e cercada por desinformação, conversar abertamente sobre a depressão é um dos primeiros passos para entender melhor o assunto e contribuir para que mais pessoas busquem ajuda. Dados da OMS apontam que o número de indivíduos que vivem com a doença aumentou 18% entre 2005 e 2015.

O transtorno pode causar desde grande sofrimento no trabalho, escola e meio familiar, até, na pior das hipóteses, levar ao suicídio. De acordo com a intensidade dos sintomas, um episódio depressivo pode ser categorizado como leve, moderado ou grave. A partir da avaliação de um profissional de saúde, será possível estabelecer qual a situação que o paciente se encontra e direcionar o tratamento e os cuidados para melhora da qualidade de vida.

Um caso depressivo leve pode cursar com alguma dificuldade em realizar um trabalho simples ou atividades sociais, mas, provavelmente, sem grande prejuízo no funcionamento global do indivíduo que o apresente. Já durante um episódio depressivo grave, é improvável que a pessoa afetada possa continuar com atividades sociais, de trabalho ou domésticas.

Atendimento
Em Goiânia, existe a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) preconizada pelo Ministério da Saúde. A orientação é que, se a pessoa se sente incomodada, desmotivada ou precise de ajuda, procure a unidade de saúde mais próxima, seja por meio da Estratégia de Saúde da Família ou Teleconsulta.

Após avaliação médica, o paciente será direcionado para o serviço mais adequado para seu caso. Para a psicóloga e gerente de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, Kellem Oliveira, “é importante buscar apoio profissional quando passar por algum momento de dificuldade”.

Para os casos mais leves, existe a psicoterapia em ambulatório, oferecida nos Cais, Ciams e Ambulatório Municipal de Psiquiatria. Nos casos moderados e graves, a população conta com nove Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Para as situações mais graves, como nos casos de surtos, o indicado é procurar o Pronto Socorro Wassily Chuc.

Em todos os casos, há também o tratamento medicamentoso com algumas opções de remédios disponíveis no SUS. Kellem Oliveira observa que, com o apoio multiprofissional, há um grande avanço na qualidade de vida dos pacientes. “Em qualquer intensidade do transtorno, é possível reorganizar a rotina e sair da zona de desconforto’, destaca.

Pedro Ferreira da editoria de Saúde – Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
Foto: Ascom Saúde

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