Prefeitura quer inserir Goiânia no conceito de cidade inteligente

O conceito de cidade inteligente se define pelo uso da tecnologia para tornar os centros urbanos mais eficientes

Uma das grandes preocupações da atual administração municipal tem sido facilitar a vida da população, inserindo Goiânia na concepção de cidade moderna e inteligente. Em busca desse objetivo, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia de Goiânia (Sedetec), desenvolve o projeto “Cidade Inteligente”. Através do Centro de Gestão Integrada (CGI), a prefeitura monitora a cidade e os resultados da administração.

A apresentação do projeto, que pretende elevar Goiânia ao conceito de “smart cities”, foi feita pelo presidente da Comissão de Videomonitoramento e Gestão para Resultados da Sedetec, Sérgio Kafuri. Dividido em Centro de Operações, Sala de Imprensa e Sala de Situação, o Centro Integrado de Gestão recebe todas as informações repassadas pelas câmaras e sensores instalados em pontos estratégicos da cidade, permitindo o acompanhamento em tempo real do que acontece nas ruas, órgãos e prédios públicos da Capital. Os eixos principais dessa integração são a segurança, trânsito, transporte e meio ambiente e gestão de resultados, que visam a prevenção da criminalidade, informações do transporte coletivo, controle de trânsito, como semafórico e de infrações, e prevenção de desastres naturais, além da análise e controle das ações da administração.

Kafuri explica que a estratégia definida pelo projeto é, num primeiro momento, coletar os dados por meio da tecnologia de câmeras e sensores espalhados pela cidade, transmitir e armazenar esses dados em uma grande central instalada na estrutura do Paço Municipal e, num segundo momento, processar e analisar as informações, desencadeando as devidas tomadas de decisões. Tudo isso, segundo o coordenador do projeto, é feito simultaneamente, o que possibilita dar agilidade às tomadas de decisões, evitando, por exemplo, congestionamento no trânsito, alagamentos e prevenir crimes ou, na pior das hipóteses, permitir que criminosos sejam identificados e presos.

Os dados que permitem a prefeitura  conhecer as características e as demandas da população são coletados a partir da interação dos cidadãos com os vários órgão da administração. “Quando essa pessoa registra-se em algum posto de saúde de Goiânia, nós armazenamos esses dados. Quando ela paga um tributo, recebe uma multa de trânsito ou  solicita um alvará, por exemplo, nós temos condições de armazenar essas informações e criar um grande banco de dados, que vai nos permitir identificar as necessidades e comportamentos da população”, diz Sérgio Kafuri. Por isso, ele ressalta a importância da integração de todos os órgãos da administração nesse projeto.

Atualmente, Goiânia tem 60 câmaras instaladas em quatro regiões da cidade. Vinte delas estão instaladas na região da Praça Universitária e Parque Vaca Brava, 20 na região de Campinas e outras 20 na região do Bairro Ipiranga. As 20 primeiras estão diretamente ligadas ao Centro de Gestão Integrada e permitem o monitoramento em tempo real desses locais. O trabalho de videomonitoramento  está a cargo da Guarda Civil Metropolitana, que é capaz de identificar e informar à equipe de campo qualquer situação que exija intervenção imediata naqueles locais. Kafuri explica que a intenção é interligar as câmeras da região de Campinas e Bairro Ipiranga à rede de fibra ótica que já existe nas proximidades, para que seja possível o monitoramento via CGI. Segundo ele, hoje o monitoramento nessas regiões é feito através de uma unidade móvel da Guarda Municipal.

Quanto ao monitoramento da cidade, Sérgio Kafuri elenca alguns pontos principais do projeto, parte já em funcionamento e outros em fase de implantação. São eles: 1) Comunicações e Georeferenciamento de Ativos, cujos objetivos são possibilitar a comunicação baseada em rádios digitais e o georeferenciamento de ativos municipais (AGCM). Essa fase está em implantação e contempla as câmeras já instaladas. Já foram adquiridos 90 rádios que possibilitam a comunicação entre as equipes de videomonitoramento. 2) Instalação de 10 pluviômetros em locais de risco de inundação e deslizamento de terra no município. Até o momento três desses equipamentos estão instalados. 3) Projeto Crack é Possível Vencer visa realizar o videomonitoramento de locais de uso e tráfico de drogas. O sistema já está instalado, faltando apenas a interligação com o Centro Integrado de Gestão.

Entre os subprojetos que aguardam implantação e que dependem da alocação de recursos financeiros, Kafuri destaca o monitoramento dos corredores do transporte coletivo, que possibilitará o videomonitoramento das vias em relação ao trânsito e segurança, além de liberar acesso à internet nos pontos de embarques e desembarques para os usuários do transporte coletivo. De acordo com o representante da Sedetec, o serviço nos corredores vai possibilitar, por exemplo, que as vias sejam controladas de acordo com o fluxo de veículos, permitindo a sincronização dos sinais ao longo dos eixos, retardando ou antecipando a abertura e fechamento dos semáforos de acordo com a intensidade do tráfego num determinado momento. Em parceria com a RMTC, o projeto prevê o monitoramento dos horários e itinerários dos ônibus que operam na Capital, permitindo que o usuário tenha acesso a essas informações a partir  do seu próprio telefone celular. Para essa fase, o coordenador explica que o projeto já foi licitado e o custo estimado é da ordem de R$ 17 milhões.

Em outra ponta, o Controle de Gestão Integrada prevê a gestão para resultados, cujo objetivo é formular e implantar programa de monitoramento e avaliação, no âmbito da gestão por resultados, incluindo o fornecimento de solução e ferramentas necessárias, permitindo que o gestor público tenha à sua disposição ferramentas de business intelligence (BI) e outras que o permita transformar os dados em informações, gerando gráficos e tabelas que facilitem a análise, avaliação e controles de todas as áreas da administração. O custo dessa fase do projeto está estimado em R$ 320 mil e encontra-se em fase de implantação.

Sérgio Kafuri não tem dúvidas que a partir da implantação de toda as fases do projeto e integração com as várias áreas da administração municipal será possível elevar Goiânia à condição de cidade inteligente, onde a tecnologia estará a serviço da população, economizando tempo e dinheiro e prevenindo a ocorrência dos problemas que acometem as grandes metrópoles, como violência, acidentes e congestionamento no trânsito, além de proporcionar um melhor atendimento em toda rede de saúde, educação e lazer. “Goiânia está a um passo de ser tornar uma Capital moderna, futurista e inteligente”, finaliza.

Cloves Reges, da Diretoria de Jornalismo – Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

 

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